quinta-feira, 29 de março de 2012

Cálculos de VC


Velocidade de corte

Para calcular a rpm, seja da peça no torno, seja da fresa ou da broca, usamos
um dado chamado  .
Velocidade de corte é o espaço que a ferramenta percorre, cortando um
material, dentro de um determinado tempo.
A velocidade de corte depende de uma série de fatores, como:
l tipo de material da ferramenta;
l tipo do material a ser usado;
l tipo de operação a ser realizada;
l condições da refrigeração;
l condições da máquina etc.




Cálculo de  rpm em  função da velocidade de corte
Para o cálculo da rpm em função da velocidade de corte, você também usa
uma fórmula:
n =
vc×1000
d×p
Em que n é o número de rpm; vc é a velocidade do corte; d é o diâmetro do
material e p é 3,14 (constante)

EXEMPLO 

O problema do operador, neste caso, é justamente realizar esses cálculos.
Vamos supor que você seja um torneiro e precise tornear com uma fer-
ramenta de aço rápido um tarugo de aço 1020 com diâmetro de 80 mm. Qual será
a rpm do torno para que você possa fazer esse trabalho adequadamente?


Os dados que você tem são:
vc = 25m/min (dado encontrado na tabela)
d = 80 mm
n = ?
Substituindo os valores na fórmula:
A rpm ideal para esse trabalho seria 99,5. Como as velocidades das máquinas
estão estipuladas em faixas determinadas, você pode usar um valor mais.










Armazenamento, manuseio e segurança e Fichas FISQP


Armazenamento, manuseio e segurança
http://www.skf.com/images/space.gif


Armazenamento e manuseio
Os rolamentos devem ser guardados em um ambiente fresco, limpo, de baixa umidade e livre de poeira, choques e vibrações. Portanto, o armazenamento de rolamentos diretamente sobre o chão deve ser evitado. Caso seja necessário manter estoque de rolamentos, é importante implementar a prática da rotação de estoque. Os rolamentos SKF são preservados e embalados para assegurar que, nessas condições de armazenamento, sua vida útil estocada seja de vários anos.
A manutenção de rolamentos mais simples e mais eficaz é manter o rolamento limpo. A contaminação reduz a vida útil de qualquer rolamento e nunca é demais ressaltar a importância da limpeza.
As considerações seguintes são importantes para a manutenção dos rolamentos:
  • Todos os componentes devem estar limpos e secos.
  • O material de limpeza deve estar sempre à mão.
  • Não se deve usar panos velhos para limpar ou secar rolamentos.
  • Mãos e ferramentas limpas são imprescindíveis durante a montagem.
Antes de montar o rolamento, deve-se sempre observar o seguinte:
  • Certifique-se de que a caixa e o eixo estejam limpos e não danificados.
  • Certifique-se de que o novo rolamento seja idêntico ao que está sendo substituído.
  • Certifique-se de que o lubrificante a ser utilizado esteja limpo e que seja da especificação certa.
  • Certifique-se de que todas as ferramentas e equipamentos necessários estejam à mão.
  • Mantenha a área de trabalho limpa.
Ao montar o rolamento, deve-se sempre observar o seguinte:
  • Não remova o rolamento de sua embalagem até o último momento.
  • Não tente lavar o rolamento. O conservante utilizado é compatível com graxas e óleos de base mineral, só devendo ser removido do furo e do diâmetro externo do anel externo do rolamento. Um pano sem fiapos umedecido com um produto de limpeza é adequado para essa finalidade.
  • Assegure que as forças de montagem sejam aplicadas somente ao anel do rolamento com o ajuste de interferência.
  • Use o método com o mínimo de força e com o máximo de controle.
  • Cubra as superfícies conjugadas com uma fina camada de óleo.

Segurança
Em qualquer local de trabalho, a segurança do operador é da maior importância. Para proteger você e às pessoas ao seu redor, sempre leia os manuais de instruções antes de operar qualquer de nossos produtos e preste bastante atenção aos avisos de segurança.
  • Use sempre óculos e roupas de proteção ao montar e desmontar rolamentos com corpos rolantes.
  • Use sempre luvas resistentes ao calor ao montar ou desmontar rolamentos usando calor.
  • Para a sua própria segurança e para evitar danos aos rolamentos, não bata diretamente no rolamento com qualquer objeto rígido, como um martelo ou talhadeira.
  • Ao desmontar rolamentos com extratores mecânicos, certifique-se de escolher um extrator apropriado para a aplicação, com uma força de extração suficiente para reduzir o risco de sobrecarga do extrator. A sobrecarga de um extrator pode resultar em quebra da haste ou   do braço do extrator, causando lesões corporais. Uma manta de segurança colocada ao redor do extrator e do rolamento ajuda a reduzir o risco de lesão caso o braço do extrator ou o fuso quebre.
  • Lembre-se de que a corrosão no ajuste de interferência pode exigir uma força de desmontagem significativamente maior. Se o ajuste de interferência apresentar corrosão, utilize um óleo penetrante para dissolver/soltar a ferrugem.
  • Lembre-se de que forças intensas podem estar envolvidas na desmontagem de rolamentos e que se deve sempre ter cuidado para evitar lesões.
  • Mantenha a área de trabalho limpa; uma boa organização reduz os acidentes.

 A FISPQ é um documento normalizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) conforme norma, ABNT-NBR 14725. Este documento, denominado “Ficha com Dados de Segurança” segundo Decreto nº 2.657 de 03/07/1998 (promulga a Convenção nº 170 da Organização Internacional do Trabalho-OIT), deve ser recebido pelos empregadores que utilizem produtos químicos, tornando-se um documento obrigatório para a comercialização destes produtos.



   A FISPQ fornece informações sobre vários aspectos dos produtos químicos (substâncias e misturas) quanto à proteção, à segurança, à saúde e ao meio ambiente; transmitindo desta maneira, conhecimentos sobre produtos químicos, recomendações sobre medidas de proteção e ações em situação de emergência. Este documento é dividido em 16 Seções.


   A FISPQ é um instrumento de comunicação dos perigos relacionados aos produtos químicos, o documento não leva em conta todas as situações que possam ocorrer em um ambiente de trabalho, constituindo apenas parte da informação necessária para a elaboração de um programa de saúde, segurança e meio ambiente.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Oleo de Corte


Oléo de Corte
Um fluido de corte é aquele líquido e gás aplicados na ferramenta e no material que está sendo usinado, a fim de facilitar a operação do corte. Os fluidos de corte são utilizados na indústria com a função de refrigerar, lubrificar, proteger contra a oxidação e limpar a região dausinagem.
Após refrigerar a ferramenta e a peça, o fluido cai para a mesa onde é recolhido por canais e levado por meio de um tubo para o reservatório, assim a bomba aspira novamente o fluido para devolvê-lo sobre a ferramenta e a superfície do trabalho.
O fluido pode ser sólido, líquido e gasoso e estão divididos em três grupos: óleos de corte integrais; óleos emulsionáveis ou solúveis e; fluido de corte químico.
Os aditivos mais usados são os antioxidantes e os agentes EP. Os agentes EP são aditivos que reagem quimicamente com a superfíciemetálica e formam uma película que reduz o atrito. Alguns tipos de agentes EP são a matéria graxa, o enxofre, o cloro e o fósforo

Fluido universal
Na verdade não existe um fluido “universal” mas o óleo solúvel e o EP são os que cobrem maior número de operação de corte. Os fluidos de corte solúveis e os sintéticos são usados quando a função principal é resfriar. Os óleos minerais são usados quando a lubrificação é mais importante do que o resfriamento.


Cuidados
Para um melhor desempenho do fluido de corte recomenda-se armazená-lo em local adequado e limpo; para não ficar contaminados ele pode ser limpo por meio de decantação e filtração; a aplicação do fluido deve ser na ponta da ferramenta evitando o choque térmico e a distorção.
Os cuidados, porém não devem se restringir apenas aos fluidos, mas também precisam de ser estendidos aos operadores que o manipulam. Alguns cuidados a serem tomados:
§  Manter o fluido e a máquina limpos;
§  Instalar protetores contra salpicos;
§  Usar um avental a prova de óleo;
§  Lavar as áreas da pele que entrem em contato com o salpico;
§  Aplicar creme protetor nas mãos e nos braços;
§  Tratar e proteger imediatamente cortes e arranhões.

Filtragem de Óleo Solúvel de refrigeração ou de corte


Filtragem de Óleo Solúvel de refrigeração ou de corte


http://www.meiofiltrante.com.br/imagens/tecnologia_1.jpgÉ conceito unânime na indústria que o óleo solúvel é um elemento fundamental para a qualidade final do produto processado, além de prolongar a vida das ferramentas de corte
http://www.meiofiltrante.com.br/imagens/tecnologia_3.jpgA importância do óleo solúvel é vital para a produção em grandes escalas em vários setores da indústria mecânica, predominantemente na utilização em máquinas ferramentas como retíficas, centros de usinagem, mandrilhadeiras, rosqueadeiras, etc., ou ainda na laminação/trefilação de metais, estes no setor de transformação de materiais. A função específica do óleo solúvel é a minimização do calor produzido entre a ferramenta de corte e a peça que está sendo usinada/conformada através da remoção de material e da geração de cavacos; a energia através do atrito gerado é muito alta, o que proporciona temperaturas altíssimas, havendo portanto a necessidade de um fluido refrigerante. 

Existem pesquisas e desenvolvimentos, de alguns fabricantes de ferramentas de corte, que atuam sem nenhum tipo de refrigeração ou ainda com uma quantidade mínima de lubrificante como, por exemplo, das ferramentas com coberturas especiais ou cerâmicas (insertos intercambiáveis) para os processos, principalmente de torneamento ou mandrilhamento. Estes produtos já são utilizados no mercado há aproximadamente 20 anos nestas operações específicas, porém, em casos onde não pode ser dispensada a refrigeração por fluidos de corte, normalmente ocorre a análise e melhoria contínua dentro das empresas com o objetivo de aumento de produtividade, redução de custos, qualidade dos produtos produzidos, consciência ecológica e não agressão ao meio ambiente, sendo este o tema desta matéria.

A utilização do óleo solúvel requer cuidados especiais com relação à remoção (filtragem) dos sólidos gerados durante a operação, pois os sistemas de máquinas ferramentas utilizam um circuito fechado com um volume pré-determinado de óleo, o qual está em constante recirculação e a cada instante existe um incremento de sólidos gerados no processo, fazendo com que a concentração de sólidos aumente a todo momento.
 

Para dimensionar um sistema de filtragem, deve ser realizada uma análise dos sólidos gerados por estes processos, que tipicamente são particulados metálicos ou ainda particulados dos grãos do rebolo abrasivo. O volume de sólidos gerados por hora ou dia de trabalho é uma informação indispensável na análise. No caso das retíficas, deve-se levar em conta ainda:
- O tamanho e forma geométrica dos sólidos gerados em função do tipo de operação realizada - operações de desbaste, normalmente geram sólidos maiores que os sólidos das operações de acabamento. Estes dados são obtidos através de uma “análise granulométrica dos sólidos”. A análise mostra o percentual de sólidos, contidos num determinado volume de fluido, além de informar a distribuição por tamanho das partículas.
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Atualmente, o compromisso das empresas
http://www.meiofiltrante.com.br/imagens/tecnologia_4.jpgem atender as legislações pertinentes ao meio ambiente e a ISO 14000, com a redução dos resíduos gerados, tem sido uma preocupação constante e uma busca incessante por sistemas de filtração que atendam a estas especificações. Normalmente os filtros de tecidos, como são conhecidos, têm sido substituídos, devido ao fato de gerarem material de descarte, que é o tecido propriamente dito impregnado com os sólidos metálicos, isto causa um grande problema ambiental,uma vez que durante o descarte estes tecidos necessitam ser transferidos para locais apropriados ou incinerados, isto além dos resíduos ambientais gerados que ocasionam também custo adicional para as empresas.

Outro agravante, ainda com sistemas de filtração de baixa eficiência, é a necessidade de limpeza com grande freqüência dos tanques de óleo solúvel destas máquinas ferramentas, estas limpezas normalmente causam grandes transtornos devido ao fato de ser uma operação muito “suja”, necessitando a parada da máquina, tipicamente em finais de semana ou horas extras, e normalmente perde-se grande quantidade de óleo solúvel que tem que ser reposta para reinício da operação.

Um número elevado de grandes empresas utiliza-se do programa de gerenciamento de fluidos de corte, o qual define parâmetros de qualidade para o óleo solúvel, volumes consumidos, custos de tecidos de filtração, custo de paradas para limpeza de máquinas, custo de manutenção dos sistemas móveis dos filtros, custo de re-trabalhos de peças usinadas, melhoria da produtividade e ainda o volume dos sólidos gerados para descarte. Este tipo de acompanhamento pode definir a opção pela implantação de centrais de óleo solúvel, ou ainda no investimento de sistemas de filtração mais eficientes e econômicos que atuem em conformidade com redução de custos e atendimento às exigências da ISO 14000.

Um sistema que vem sendo amplamente utiliza-do nos EUA, Europa, e agora no Brasil, é o sistema de filtração do óleo solúvel, com utilização dos filtros separadores centrífugos, que atuam sem a utilização de elementos filtrantes ou peças móveis para desgaste (

Basicamente seu princípio de funcionamento é bastante simples e consiste na separação dos sólidos por meio de ação centrífuga, gerada pela própria velocidade com que o fluido é bombeado para dentro do separador, proporcionando assim a eficiência de 98% para remoção de sólidos, acima de 44 micra (vide fig.3), como o sistema trabalha em recirculação, mantém constantemente a concentração de sólidos do tanque a níveis extremamente baixos o que proporciona melhor qualidade de acabamento das peças usinadas; elimina a limpeza periódica dos tanques, aumentando a vida das ferramentas de corte e a do próprio óleo solúvel.
Os sólidos separados são descartados em tambores ou contenedores especiais e, em algumas circunstâncias, completamente secos e prontos para descarte; podendo ser vendidos para empresas de fundição, gerando em algumas empresas receita, ou seja, “um sistema de filtração ecologicamente correto”, uma vez que não gera resíduos para descarte no meio ambiente e reduz custos operacionais.

Oleo Solúvel




ÓLEO SOLÚVEL SEMI-SINTÉTICO
Descrição
 É um lubricidade, anticorrosivos, bactericidas, anti-espumantes que garantem o melhor balanceamento em refrigeração e lubrificação para os óleos solúveis com ele formulados, para as operações de corte de metais.
Finalidade
É indicado para a usinagem de metais usados em máquinas operatrizes que trabalham com óleos de corte re-circulantes.
Características
ME-I é um óleo solúvel semi-sintético com características de lubricidade de um óleo
solúvel mineral convencional (emulsão leitosa branca), mas com vida útil de um óleo
semi-sintético (mais prolongada). É econômico e concentrado, permitindo alta taxa de
diluição. Tem emulsão leitosa branca estável, sem espuma e com ótima resistência ao
apodrecimento. Garante excelente refrigeração, permitindo maior velocidade de
usinagem. Nova fórmula mais concentrada  possibilita maior diluição sem afetar o
desempenho. É ecológico, isento de nitrito, cloro, enxofre, compostos aromáticos e
metais pesados. Não ataca componentes das máquinas operatrizes e das peças usinadas.
É suave, não afetando a pele do operador ou produzindo névoa irritante no ambiente de
trabalho.

Instruções de uso
• Indicado para todas as máquinas operatrizes que trabalham com fluidos recirculantes à base de água e para todos os tipos de metais.
• Diluir o óleo solúvel ME-I na água na seguinte proporção:
¾ Rosqueamento e usinagem pesada ... 1 parte de ME-I para 9 partes de água
¾ Uso geral ......................................... 1 parte de ME-I para 19 partes de água
¾ Retífica ........................................... 1 parte de ME-I para 39 partes de água
• Para manter a proporção anti-corrosiva não ultrapasse a diluição
PARA AUMENTAR A VIDA ÚTIL DE SUA SOLUÇÃO DE ÓLEO SOLÚVEL
recomendamos, por ocasião da troca, limpar muito bem o reservatório da máquina e
todas as tubulações por onde passa o óleo solúvel com  LIMPOMAQ, a fim de
eliminar bactérias e fungos, que causam a decomposição da solução de óleo solúvel.
Embalagens
Produto comercializado em embalagens plásticas de 1, 5, 20 e 200 litros.
Informações de segurança
Atenção: Não ingerir, impedir contato com os olhos. Recomenda-se usar óculos e luvas
de segurança no manuseio. Usar em locais bem ventilados. Estritamente para uso
industrial. Manter longe de crianças e animais. Para maiores informações e limitações
de responsabilidade consultar a